Nunca serei nada!
Não tenho ouro, nunca terei, não sou dono das flores elas são de minha melhor amiga,da minha Cecília , não tenho cálices e nem taças são tudo do meu pai, nunca serei o grande ,sou cego o que vê ,vê sua corda e seu equilíbrio apenas ao atravessar aquela montanha até a caverna onde mora a minha tribo, sou o rabisco tribal, um homem primitivo ,que apenas pega as coisas emprestadas, sou um órfão sou o legado do menino que é só Tales apenas Tales ,não sei falar com cobras e nem sei voar, só sei acreditar nas aves e naquela linda Cavala indígena com uma pena sobre a sua linda crina cor de neve, agora me resta contar as pedrinhas coloridas no chão e notar como o espírito transcende além de mim, não sou o diamante nem a pedra polida , mais de uma coisa eu sei o meu “não ser” é a resposta de algo, as doenças do mundo são como a hospedagem da psicose do engano ,do ego do homem o auto-engarrafando sobre a Gloria que é o impossível éden ,quero respirar oxigênio sobre o topo da minha montanha sentado naquelas pedra da torre que eu mesmo Tales de Uberlândia jamais demoli, eu sou o E, e ao mesmo tempo sou o S da questão, sou o meu ego, Adeus Ego, não posso ser egoísta e viver a base de canoas e espadas, Adeus Muralhas e amarras adeus maravilha, vou me soltar e sei que aquela gravidade vai cuidar de mim, sou o ultimo acorrentado e ao mesmo tempo não sou nada,sou a tolice escrevendo no jardim do esquecimento, meu olhos tem um castanho avermelhado como o vermelho na luz do fogo do lampião,porem essa luz não me pertence o vida, e o azul acinzentado em minhas íris também não que devaneio , que mentira, como posso ser um feiticeiro de caldeirões de ferro, perdoen-me, reconheço que a espada e a bainha foram um erro ,meu sangue é algo que nem me pertence quanto mais o de meus irmãos , toque minha face de condenado sol, toque-a sobre aquela rocha redonda estou deitado esperando que arranque minha juba de fera ,de monstro, eu sou horrível como um lagarto sou asqueroso e com certeza o fundo do mar deve ser o meu castigo, sou leviano e sou hostil, mais sonhos nunca me arrancaram os pedaços e quando os cometas caírem e as estrelas se tornarem luas eu serei o ultimo deles , serei o erro, um Sereio sujo pela maresia um obstáculo ,salte sobre meu corpo enquanto estou deitado no meu chiqueiro , comendo meu lixo...Adeus Vida estou encarado nesse suspiro a morte!